Atualmente, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo e, infelizmente, também são muito comuns no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, elas são responsáveis por cerca de 400 mil mortes por ano no país, o que representa uma média de um óbito a cada 90 segundos.
As doenças cardiovasculares reúnem uma série de condições que afetam o coração e os vasos sanguíneos, prejudicando o bom funcionamento da circulação. Muitas vezes, elas se desenvolvem de forma silenciosa, sem causar sintomas nas fases iniciais. Por isso, realizar check-ups regulares é fundamental para garantir a detecção precoce e adotar medidas de prevenção.
Neste artigo, você vai entender quais são as doenças cardiovasculares mais comuns, seus sintomas, causas e como preveni-las. Continue a leitura e saiba mais!
Quais as doenças cardiovasculares mais comuns?
Algumas doenças cardiovasculares são mais frequentes do que se imagina. Mesmo silenciosas em muitos casos, elas podem ser prevenidas com hábitos saudáveis, controle dos fatores de risco e acompanhamento médico regular. As doenças cardiovasculares mais comuns são:
- Hipertensão arterial
- Arritmia
- Insuficiência cardíaca
- Valvopatias
- Doença aterosclerótica
- AVC
- Ataque cardíaco
- Cardiopatias congênitas
A seguir, falaremos um pouco mais sobre cada uma delas. Você vai ver como identificá-las e entender por que cuidar do coração deve ser uma prioridade.
Pressão alta ou hipertensão
A hipertensão, popularmente conhecida como pressão alta, é uma das doenças cardiovasculares mais comuns, afetando cerca de 30% da população brasileira. Ela ocorre quando a pressão do sangue nas artérias se mantém constantemente elevada, o que obriga o coração a trabalhar mais para bombear o sangue.
Na maioria das vezes, a hipertensão não apresenta sintomas, sendo considerada uma doença silenciosa. Quando não controlada, pode causar danos ao coração, rins, cérebro e olhos. Os principais fatores de risco incluem histórico familiar, obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de sal, estresse, tabagismo e diabetes.
A pressão é considerada alta quando, em diversas medições, está igual ou acima de 14 por 9 (140×90 mmHg). Sem o tratamento adequado, pode levar a complicações graves, como infarto, AVC, insuficiência cardíaca, insuficiência renal e até cegueira.
Arritmia
A arritmia cardíaca é uma alteração no ritmo dos batimentos do coração, que podem ficar acelerados, muito lentos ou irregulares. Existem arritmias benignas, que não oferecem grandes riscos à saúde, e arritmias que podem ser potencialmente fatais.
As causas são variadas e incluem fatores genéticos, problemas nas válvulas cardíacas, doença de Chagas, estresse, ansiedade e até uso de certos medicamentos. Quando grave, a arritmia pode levar à necessidade do uso de marcapasso, dispositivo que regula o ritmo dos batimentos cardíacos.
Geralmente, os sintomas incluem palpitações, tontura, desmaios, falta de ar e sensação de fraqueza. Em casos mais severos, o quadro pode evoluir para parada cardíaca. Portanto, é fundamental o diagnóstico e o acompanhamento com um especialista.
Insuficiência cardíaca
A insuficiência cardíaca é uma condição em que o coração não consegue bombear sangue de forma eficiente para atender às necessidades do organismo. Isso pode ocorrer devido à fraqueza do músculo cardíaco ou por rigidez que impede o enchimento adequado do coração.
Geralmente, esse problema atinge principalmente idosos. Porém, também pode ocorrer em adultos jovens. Atualmente, estima-se que mais de 23 milhões de pessoas no mundo convivem com essa condição, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). As causas mais comuns são:
- Hipertensão não controlada;
- Diabetes;
- Infarto prévio;
- Cardiopatias congênitas;
- Consumo excessivo de álcool;
- Tabagismo;
- Efeitos colaterais de alguns tratamentos, como a quimioterapia.
Em consequência à insuficiência cardíaca, como o coração não consegue atender às demandas do organismo, órgãos importantes passam a receber menos oxigênio e nutrientes. Assim, são comuns sintomas como: falta de ar, inchaço nas pernas, cansaço extremo, tosse seca e dificuldade para realizar atividades simples do dia a dia.
Valvopatias
A saber, as valvopatias são doenças que afetam o funcionamento das válvulas do coração, comprometendo sua capacidade de bombear sangue de forma eficiente para o restante do corpo. Essas válvulas têm a função de controlar o fluxo sanguíneo entre as cavidades cardíacas e os principais vasos, abrindo para permitir a passagem do sangue e fechando para evitar o refluxo.
Em linhas gerais, o mau funcionamento pode ocorrer de duas formas principais: pelo estreitamento da válvula (estenose) ou pela falha no fechamento adequado (insuficiência ou refluxo). As válvulas mais comumente afetadas são a mitral e a aórtica.
Entre as causas mais frequentes estão a febre reumática, condições congênitas e alterações degenerativas. Em muitos casos, as valvopatias são silenciosas por longos períodos, mas podem evoluir para quadros graves, como insuficiência cardíaca, arritmias ou até parada cardíaca.
Doença Aterosclerótica
Também chamada de aterosclerose, essa condição inflamatória ocorre a partir do acúmulo de placas de gordura e cálcio nas paredes das artérias, especialmente as do coração, cérebro e membros inferiores.
Com o tempo, esse acúmulo leva ao enrijecimento das artérias, formando o chamado ateroma. Quando não tratado, o quadro pode evoluir para uma obstrução completa do vaso afetado, comprometendo o fluxo de oxigênio e nutrientes para os tecidos.
Essa obstrução está diretamente associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares graves, como o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC) – que seguem entre as principais causas de morte no mundo.
AVC (Acidente Vascular Cerebral)
Normalmente conhecido como derrame, o AVC também é uma das complicações mais sérias associadas às doenças cardiovasculares. Ele ocorre quando há uma interrupção do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro, e há mais de um tipo de acidente vascular cerebral. Ele pode ocorrer por um bloqueio, como um coágulo (AVC isquêmico) ou pela ruptura de um vaso sanguíneo (AVC hemorrágico).
Os fatores de risco são semelhantes aos de outras doenças do coração, como hipertensão, colesterol alto, diabetes tipo 2, sedentarismo, tabagismo, sobrepeso, histórico familiar e envelhecimento.
O AVC é uma das principais causas de incapacidade no mundo e pode levar a sequelas motoras, dificuldades na fala, perda de memória, além do risco de morte. Portanto, diante de sintomas como formigamento ou fraqueza de um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de equilíbrio e dor de cabeça súbita, é importante buscar atendimento médico imediato.
Ataque cardíaco (infarto)
O ataque cardíaco, ou infarto agudo do miocárdio, acontece quando uma artéria do coração é obstruída, interrompendo o fluxo de sangue e oxigênio para uma parte do músculo cardíaco. Na maioria dos casos, essa obstrução é consequência da aterosclerose – condição já mencionada, caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas paredes das artérias.
Quando uma dessas placas se rompe, forma-se um coágulo que bloqueia o fluxo sanguíneo, levando à morte das células naquela região. Normalmente, os principais sintomas são dor forte no peito (em aperto ou peso), que pode irradiar para o braço, costas, pescoço ou mandíbula, além de falta de ar, suor frio, náusea, tontura e sensação de desmaio iminente.
Fatores como colesterol e triglicerídeos altos, hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo, estresse e obesidade estão diretamente relacionados ao risco de infarto.
Cardiopatias congênitas
As cardiopatias congênitas são malformações na estrutura do coração. Geralmente, surgem ainda nas primeiras semanas de gestação, durante a fase embrionária. Assim, essas alterações podem afetar a anatomia ou a função do órgão, interferindo no desenvolvimento do feto ou gerando complicações ao longo da vida.
Em muitos casos, essas condições evoluem para doenças cardíacas crônicas, exigindo acompanhamento contínuo desde o nascimento até a vida adulta.
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30 mil crianças nascem com a condição anualmente no Brasil, sendo que aproximadamente 40% deste grupo precisará de correção cirúrgica no primeiro ano de vida. O diagnóstico precoce é essencial no tratamento de cardiopatias congênitas, para prevenir sequelas e aumentar as chances de sucesso.
A abordagem de tratamento dependerá do tipo de cardiopatia. Em alguns casos, poderá ser medicamentosa, enquanto em outros, apenas a cirurgia resolverá.
Como prevenir doenças cardiovasculares?
Embora alguns fatores de risco estejam ligados à genética ou a condições congênitas, grande parte das doenças cardiovasculares pode ser evitada com mudanças no estilo de vida, como pudemos ver.
Portanto, se você quer saber como prevenir doenças cardiovasculares, siga estas recomendações:
- Mantenha uma alimentação saudável, rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e pobre em sal, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados.
- Pratique atividades físicas regularmente. Faça pelo menos 150 minutos por semana de exercícios moderados, seguindo a recomendação da OMS.
- Pare de fumar, pois o cigarro é um dos maiores vilões da saúde cardiovascular, além de estar relacionado a diversos tipos de câncer. Também modere o consumo de álcool, evitando excessos.
- Controle o estresse, reservando tempo para lazer, descanso e sono adequado. Se não conseguir fazer a gestão do estresse por conta própria, conte com auxílio profissional.
- Mantenha a pressão arterial, o colesterol e a glicemia sob controle, fazendo acompanhamento médico regular.
- Realize check-ups periódicos, especialmente a partir dos 40 anos ou antes, caso haja histórico familiar de doenças do coração.
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